“A presença das mulheres no mercado da tecnologia ainda está longe de ser igualitária. Segundo dados de 2020 da empresa de inovação aberta Distrito Dataminer, a presença feminina nos quadros societários de startups ainda é escassa: as mulheres representam apenas 20,3% dos sócios de startups de saúde, 12,8% nas startups de varejo e 12% nas fintechs.

No entanto, apesar da baixa representatividade, a história prova que as mulheres sempre estiveram ao lado da inovação. Em um levantamento das invenções mais importantes feitas por mulheres, o site Betway Insider aponta que grandes descobertas e conquistas da história da humanidade passaram por elas. É o caso da chegada do homem à Lua, a descoberta da dupla hélice do DNA e a divisão de átomos.

No dia do empreendedorismo feminino, celebrado neste 19 de novembro, o GazzConecta relembra essas histórias inspiradoras de mulheres que, décadas atrás, abriram caminho para novas invenções através de suas descobertas, especialmente no campo da ciência.

Uma das formas de “medir” a inovação em um país é através das patentes, uma maneira de registrar e proteger esses achados. Nos Estados Unidos — país com o maior número de patentes no mundo, com mais de 3 milhões de registros, segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) — apenas em 1809 uma patente foi concedida a uma mulher. Foi o caso de Mary Dixon Kies, que inventou um processo para tecer palha com seda ou linha.

Confira abaixo cinco invenções feitas por mulheres que mudaram a história da inovação:
Conheça as inovações

Entre os destaques está Katherine Johnson, que trabalhou na NASA durante 35 anos e tinha habilidades matemáticas excepcionais. Ela integrou a equipe da primeira nave espacial, lançada em 1961, e no primeiro pouso em solo lunar, em 1969.

Já a biofísica britânica Rosalind Franklin contribuiu para a ciência durante suas pesquisas no King’s College, em 1951, através de imagens de raio-X de estruturas de DNA. Apesar da dupla hélice ter sido uma teoria de James Watson e seu parceiro Cricks, ela só foi possível graças às pesquisas de Franklin.

Por fim, Lise Meitner, física de origem sueca e austríaca, conduzia pesquisas sobre urânio com seu parceiro de laboratório Otto Hahn. Na década de 1940, os pesquisadores descobriram que a divisão dos núcleos atômicos durante uma fissão liberava grandes quantidades de energia. Meitner foi responsável por descrever a primeira explicação teórica sobre o processo. No entanto, Hahn ficou com o crédito exclusivo da descoberta, e foi premiado com o Nobel de Química em 1944.”
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