Amelia Earhart foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico.

Nascida em 24 de julho de 1897 no Kansas, ela nunca se encaixou no papel de menina frágil. Subir em árvores e caçar ratos com uma espingarda calibre 22 fizeram parte de sua infância. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi auxiliar de enfermagem em um hospital militar no Canadá.

O amor pelas máquinas voadoras surgiu ao ganhar um passeio de avião em 1920. No ano seguinte, passou a ter aulas de pilotagem e a economizar dinheiro de seu salário de assistente social para comprar um avião próprio.

Conseguiu um bimotor usado de dois lugares que apelidou de Canário, por sua cor amarela. Com ele, Amelia iria bater seu primeiro recorde feminino, o de altitude, com 14 mil pés (4,2 mil metros) alcançados. Em 1924, foi obrigada a vender o avião para ajudar sua família.

Quatro anos depois, ela voltaria a voar e seria a primeira mulher a fazer um voo solo de ida e volta, cruzando os Estados Unidos. Ainda em 1928, com outros dois pilotos, integrou uma equipe que fez a travessia Estados Unidos-País de Gales em 21 horas. A partir de então, quebraria recordes de velocidade e distância e ganharia a vida em apresentações e concursos.

“O jeito mais eficiente de fazer algo é fazendo.” – Amelia Earhart

Já nos anos 1930, Amelia começou a planejar uma nova travessia do Atlântico, dessa vez, solo. O intento era refazer o voo pioneiro de Lindbergh. Nessa ocasião, se tornou a primeira mulher com esse feito, há 87 anos.

Em 1937, para comemorar seus 40 anos, ela planejou uma volta ao globo. No dia 1º de junho, ela e o navegador Fred Noonan partiram de Miami para o trajeto de mais de 43 mil quilômetros. Pousaram na Nova Guiné 28 dias depois, quando faltavam 10 mil quilômetros.

Em 2 de julho, ela decolou para terminar o percurso, mas perdeu contato com o rádio na manhã seguinte e desapareceu em algum ponto isolado do oceano Pacífico. Após 16 dias, a Marinha americana encerrou as buscas. Amelia Earhart morria junto com um ciclo. A década seguinte seria o início do futuro da aviação.

Amelia Earhart, em 1935 / Crédito: Wikimedia Commons

Um estudo publicado na revista Forensic Anthropology defende que ossos encontrados em 1940 na ilha Nikumaroro, a cerca de 3 mil quilômetros de distância do Havaí, são de Amelia.

Na época, a ossada foi encontrada junto com um sapato de mulher, um instrumento naval usado por Noonan e uma garrafa de licor Benedictine, bebida que Amelia levava nas viagens. Mas estudos indicaram que os ossos pertenciam a um corpo masculino.

“Coragem é o preço que a vida exige em troca de paz. A alma que não aceita, não se desapega das coisas pequenas.” – Amelia Earhart

Segundo o pesquisador Richard Jantz, da Universidade do Tennessee, “a osteologia forense não estava bem desenvolvida no início do século 20”. No estudo, os especialistas utilizaram um software moderno para comparar os ossos com as proporções do corpo da pilota. “Essa análise revela que Earhart é mais parecida com a ossada de Nikumaroro do que 99% dos indivíduos em uma ampla amostragem de referência”.

Gostou de conhecer a história de Amelia Earhart?
Deixe seu comentário aqui

Saiba mais sobre a vida de Amelia em Aventuras na História
Conheça as Principais Teorias Sobre o Desaparecimento de Amelia em National Geographic
Para mais detalhes sobre suas conquistas acesse Britannica