Kátia Ferreira é gestora do Instituto Proeza, que ensina mulheres a bordar e costurar, além de aulas de dança, contra turno escolar para crianças e pré-vestibular social.

O Proeza se originou do projeto Mulheres de Niemeyer, que reunia bordados de desenhos do arquiteto responsável pelas formas de Brasília.

“Em 2002, éramos cinco mulheres embaixo de uma árvore. Eu trazia linhas, agulhas e fazíamos os primeiros bordados”, conta Kátia.

Kátia Ferreira, avalia que as mulheres são as primeiras a sentirem os aspectos intensos da pobreza, porque são sobrecarregadas com os trabalhos não remunerados, geralmente ligados às tarefas domésticas e aos cuidados com os filhos.

E, quando surge uma oportunidade para elas fazerem algum curso de capacitação que lhes dê a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho, um fator as impede: não ter com quem deixar as crianças.

“Quantas vezes uma mãe se viu nesta situação de não poder ir ao trabalho porque suas responsabilidades com a casa e com a família não permitiram?” questiona.

O Projeto

Em 2009, o Instituto Proeza, com o apoio do programa Criança Esperança, da Rede Globo, promoveu capacitações de mulheres em conjunto com o atendimento aos filhos. Dessa forma, enquanto as crianças estavam acolhidas e seguras, as mães desenvolviam suas atividades.

Depois, segundo Kátia, a instituição ampliou o leque de atendimentos para a faixa etária de 16 a 20 anos. ;Vimos outra necessidade: estudantes do ensino médio que não conseguiam acessar a universidade pública. Criamos o pré-vestibular social, com uma taxa de aprovação de 46%;, afirma, orgulhosa.

O Instituto Proeza sofreu um assalto em uma madrugada. Levaram tudo, a recepção, comida e até os sucos. Mas o ocorrido não desestabilizou a equipe, que continuou o trabalho em prol das mulheres e das crianças.

As mulheres têm acesso a capacitações gratuitas de bordado manual, crochê, costura em máquina industrial, tecelagem, tingimento orgânico, panificação, educação financeira e plano de negócios.

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