Sofia Ionescu-Ogrezeanu foi uma médica neurocirurgiã romena, a primeira mulher neurocirurgiã do mundo, certificado em 17 de setembro de 2005, no Congresso Mundial de Neurocirurgia no Marrocos.

Sofia Ionescu-Ogrezeanu nasceu em Fălticeni, na Romênia, em 25 de abril de 1920. Sofia começou a se interessar por medicina depois de fazer amizade com a filha de um médico em sua cidade, Fălticeni, no distrito de Suceava.

Mas o que realmente a motivou a fazer o vestibular, aos 16 anos, foi a morte de um de seus colegas por infecção adquirida em uma cirurgia cerebral.

A cirurgiã se candidatou na faculdade de medicina em Bucareste, em 1939, e, no primeiro ano de residência, cursou oftalmologia. Em 1943, entrou para o Hospital Nr. 9, em Bucareste, para estagiar, e, em 1944, durante o bombardeio da cidade, foi obrigada, por falta de cirurgiões, a realizar uma cirurgia cerebral de emergência em um garoto ferido.

No ano seguinte tornou-se cirurgiã, atuando por 47 anos no mesmo hospital.


Sofia Ionescu, com seu marido, o cirurgião dr. Ionel Ionescu, e mais outros dois cirurgiões, formou a primeira equipe de cirurgiões da Romênia. Carinhosamente apelidado de “equipe de ouro”, o grupo ajudou a desenvolver e a modernizar a neurocirurgia no país.

Mesmo salvando centenas de vidas, enfrentou preconceitos até de colegas de profissão. Em um dos casos, neurocirurgiões, em Paris, duvidando que ela era de fato neurocirurgiã, exigiram que ela mostrasse os calos nos dedos causados por determinados instrumentos típicos de neurocirurgias.

“A primeira operação mudou minha vida nos 47 anos seguintes, quando me tornei um neurocirurgião, me afastando 180 graus do que havia escolhido para mim antes, a vida tranquila de um clínico geral em minha cidade natal.” – Sofia Ionescu

Por conta da catarata, Sofia aposentou-se em 1990, mas continuou, por mais de 15 anos, contribuindo cientificamente para a medicina.

Dentre os diversos prêmios que recebeu está a insígnia da Cruz Vermelha, em 1957, que destaca os esforços dos profissionais de saúde, e a Estrela da República, no posto de cavaleiro, em 2008, a maior distinção na Romênia.

Ainda em 1996, tornou-se membro da Sociedade Romena de História da Medicina e, em março de 1997, membro emérito da Academia de Ciências Médicas, além de Cidadã Honorário de Fălticeni.

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