Uma pesquisa mostrou que 8 em cada 10 brasileiros afirmam que a violência contra a mulher aumentou em 2020. Outros 6% disseram que não cresceu, e 6% declararam não saber. A percepção dos entrevistados confirma as últimas informações divulgadas pelo governo federal, no dia 10 de novembro, sobre o tema.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) divulgou dados que revelam aumento da quantidade de denúncias de violência contra mulheres registradas até o mês de setembro.

Houve alta de 34% em relação ao mesmo período no ano passado. O serviço, que registrou 67.880 denúncias até setembro de 2019, recebeu 91.043 este ano.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 9 a 11 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 501 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

Dos grupos que mais acham que houve aumento da violência contra a mulher, destacam-se:

  • Os que têm de 16 a 24 anos de idade (96%)
  • Os que estudaram até o ensino fundamental (93%)
  • Quem não tem renda fixa (92%)
  • Quem mora no Sul (92%)

Dos que disseram que não há 1 crescimento, os principais foram:

  • Os que ganham de 5 a 10 salários mínimos e os que tem ensino superior (19%)
  • Quem mora no Nordeste, quem ganha de 2 a 5 salários mínimos, e também os que recebem mais de 10 salários mínimos (9%).

AVALIAÇÃO DE BOLSONARO X VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

No quadro comparativo que cruza os dados com a avaliação do presidente Jair Bolsonaro, destacam-se os entrevistados que avaliam o mandatário como “ótimo” ou “bom”: 13% afirmaram que a violência contra a mulher não aumentou, dos que dizem que Bolsonaro é “ruim” ou “péssimo”, foram 4%.

Gostou da matéria?
Lembre de deixar seu comentário aqui

 

 

Saiba mais sobre o assunto em Poder 360
Para mais dados sobre violência no Brasil acesse Agência Brasil
Saiba qual a dimensão do problema no país em Agência Patrícia Galvão